Falando de recursos humanos

CASA NOVA

by danielaguimaraes on abril 9th, 2009

Além do endereço convencional disponibilizado pelo Blogger, o acesso ao “Dimensão Humana” e ao “Barriga On-Line” podia ser feito pelo http://www.danielaguimaraes.com/ .

Podia! Não pode mais por falta de profissionalismo e foco no cliente da empresa contratada para cuidar do domínio.

Em breve estarei de casa nova, e você poderá acessar o conteúdo dos blogs mencionados, e muito mais, no http://www.danielaguimaraes.com.br/ .

Caso tenha me enviado e-mails e não obtido retorno, é porque eu não os recebi. Assim, peço a gentileza de aguardar a divulgação do novo endereço para reenviá-los.

Abraço.

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QUANTOS IDIOMAS VOCÊ FALA?

by danielaguimaraes on fevereiro 17th, 2009

A fluência em idiomas como inglês e espanhol, por exemplo, é condição sine qua non para se atuar em empresas nas quais esta competência seja relevante para o negócio.

Entretanto, apesar de acumularem experiência e conhecimento em suas áreas específicas, muitos profissionais deixam a desejar neste quesito, mantendo em seus currículos o impróprio “idioma nível básico”.

Se você faz parte desse grupo sugiro que conheça a Live Mocha, uma rede social focada no aprendizado de idiomas.

Para utilizar a Live Mocha você precisa fazer um cadastro de usuário. E só! Simples assim.

Fazendo os cursos, que são interativos e gratuitos, além de enriquecer seu vocabulário você aumentará seu network, já que terá contato com pessoas nativas na língua de seu interesse. Dá pra fazer amigos, aprender um novo idioma e adquirir cultura, tudo ao mesmo tempo!

E tem mais: você ainda tem a oportunidade de ajudar pessoas que estão aprendendo sua língua nativa, ou aquela em que você é fluente. Um excelente exercício de boa vontade!

Clique aqui e experimente o conceito de construção colaborativa do conhecimento.

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A "DIMENSÃO" DO TWITTER

by danielaguimaraes on fevereiro 4th, 2009

Seguindo o conceito da Web 2.0, o Dimensão Humana também está no Twitter.

Na verdade, minha dimensão humana, pessoal e intransferível.

Clique aqui para conhecer o novo espaço.

Entre, fique à vontade e compartilhe!

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LIDERANÇA MAGISTRAL

by danielaguimaraes on janeiro 22nd, 2009

Há algum tempo postei aqui uma analogia entre empresas, equipes e orquestras.

Hoje sugiro que você veja este vídeo.

Inspira-nos a buscar a maestria na gestão de pessoas.

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LÍNGUA PORTUGUESA

by danielaguimaraes on janeiro 2nd, 2009

Muitos afirmam que a língua portuguesa é uma das mais difíceis, e isso devido aos inúmeros acentos. Se você concorda, fique feliz: entraram em vigor as novas regras ortográficas.

As mudanças na nossa língua culta (por vezes oculta) foram estabelecidas em um decreto assinado em setembro de 2008, cujo propósito é tornar nosso português mais fácil, principalmente para os estrangeiros.

A reforma ortográfica pretende unificar o registro escrito nos países que falam português: Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Timor Leste.

Entre 01 de janeiro de 2009 e 31 de dezembro de 2012 passaremos por um período de transição, no qual ficam valendo tanto a ortografia atual quanto as novas regras. Nos livros escolares a incorporação das mudanças será obrigatória a partir de 2010.

Acompanhe as alterações:

  • O K, o W e o Y entram no alfabeto, que passa a ter 26 letras.
  • O trema desaparece nas palavras em português. Só fica em palavras estrangeiras como Hübner e Müller. A pronúncia não muda. Exemplos: AGÜENTAR = AGUENTAR, AQÜÍFERO = AQUÍFERO, TRANQÜILO = TRANQUILO, BILÍNGÜE = BILINGUE.
  • O acento agudo desaparece nos ditongos abertos EI e OI em palavras como IDÉIA e HERÓICO, que ficarão IDEIA e HEROICO. A pronúncia não muda.
  • O acento circunflexo desaparece com o duplo O e o duplo E, como VÔO, ENJÔO, CRÊEM, LÊEM, DÊEM e VÊEM, que passam a ser escritas da seguinte forma: VOO, ENJOO, CREEM, LEEM, DEEM e VEEM.
  • Desaparecem os acentos agudos ou circunflexos que servem para diferenciar palavras como: PÁRA (do verbo parar) ≠ PARA (preposição), PÉLA (do verbo pelar) ≠ PELA (combinação da preposição por + a), PÊLO (substantivo) ≠ PELO (combinação da preposição por + o). Os acentos só não desaparecem em: PÔR (verbo – infinitivo) ≠ POR (preposição), PÔDE (3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo) ≠ PODE (3ª do singular do presente do indicativo).
  • O hífen some quando o segundo elemento da palavra começar com S ou R. Nestes casos, as consoantes devem ser dobradas, como em ANTISSEMITA (hoje “anti-semita”), ANTIRRELIGIOSO (atualmente “anti-religioso”) e CONTRARREGRA (hoje “contra-regra”). Cuidado com a exceção: quando os prefixos terminam em R se mantém o hífen, como em HIPER-REQUINTADO e SUPER-RESISTENTE.

Com essas alterações teremos a oportunidade de colocar em prática nossa competência “flexibilidade para mudanças”.

: – D

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DESCOLAGEM: TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO

by danielaguimaraes on dezembro 2nd, 2008

Com o objetivo de desenvolver, apoiar e reconhecer ações educacionais e culturais que promovam o desenvolvimento humano por meio das TIC´s – Tecnologias da Informação e , a empresa de telecom Oi criou o Oi Futuro, o instituto, ou instrumento de colaboração, voltado para a redução das distâncias sociais no Brasil.

Apoiando projetos de terceiros, o Oi Futuro estabelece parcerias e desenvolve programas nas áreas de difusão do conhecimento.

No Oi Futuro existe o programa Nave – Núcleo Avançado de , voltado para a pesquisa e desenvolvimento de soluções educativas que utilizem de forma diferenciada as tecnologias da informação e no ensino médio. Este programa é estruturado através de parcerias com as secretarias estaduais de , a iniciativa privada e os organismos do terceiro setor.

O Nave promove o evento Descolagem, que pode ser entendido como um meio de difusão de informação e conhecimento, seja por meio de palestras, mesas redondas, filmes, performances, cursos workshops ou qualquer outra que se adeque ao momento.

Neste evento qualquer um pode ter a palavra, presencialmente ou a distância, já pode ser acompanhado ao vivo pela Internet.

No Descolagem #3, realizado em 22 de novembro, o tema discutido foi Tecnologia e : Uma Nova Escola Para um Novo Aluno, aluno este que pertence à geração da internet, dos games, das multitarefas. Estiveram presentes Paulo Blikstein, professor em Stanford na área de novas tecnologias para , Luli Radfahrer, Ph.D. em digital pela ECA-USP e Patrícia Konder Lins e Silva, diretora pedagógica da Escola Parque no Rio de Janeiro.

Luli Radfahrer, Ph.D. em digital pela ECA-USP, onde também é professor há mais de dez anos, trabalha com internet desde 1994, já dirigiu as divisões digitais de algumas das maiores agências de propaganda do país e entre 1999 e 2001 trabalhou em Nova York e Londres, dirigindo portais de conteúdo digital. Voltou ao Brasil em 2002 para redesenhar a AOL. Hoje é consultor de inovação digital com clientes no Brasil, Canadá, Estados Unidos e Oriente Médio.

Bom, deixo aqui a palestra do Luli, que procurou evidenciar que o processo de aprendizado já não é mais exclusividade das salas de aula.

Muito bacana!

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SOLIDARIEDADE: ATITUDE MAIS QUE POSITIVA

by danielaguimaraes on dezembro 1st, 2008

Solidariedade também é uma atitude positiva para um profissional.

Divulgue o informativo abaixo e contribua para a reconstrução de um Estado e da dignidade de seu povo.

BOLETIM INFORMATIVO Nº270.08
São Paulo, 27 de Novembro de 2008.

Prezados Franqueados,

REF.: FORTES CHUVAS NO ESTADO DE SANTA CATARINA

Conforme divulgamos através do Boletim 265/08 bem como estamos diariamente assistindo nos noticiários de todas as emissoras, o Estado de Santa Catarina esta enfrentando uma grave e triste situação decorrente das chuvas que castigaram o estado nos últimos dias.

São muitas as cidades que estão totalmente incomunicáveis, o número de vítimas é grande e não para de subir, muitos perderam tudo e faltam itens básicos à sobrevivência humana.

Solidários e estas informações, pedimos a toda a família VARIG LOG, funcionários, franqueados, amigos e etc que de qualquer forma possam contribuir com donativos de qualquer espécie, roupas, alimentos não perecíveis, água, colchões, cobertores, medicamentos e etc.

As doações poderão ser entregues nos TERMINAS DE CARGA – Teca’s da VARIG LOG, mediante identificação aos nossos funcionários de operações, gentileza de identificar – DOAÇÕES ESTADO DE SANTA CATARINA. Após a arrecadação a VARIG LOG estará realizando o envio das doações aos órgãos de Defesa Civil do Estado de Santa Catarina.

Contamos com a colaboração e a ampla divulgação deste, fins de arrecadarmos o maior número possível de doações e assim, auxiliarmos mesmo que de forma pequena, a minimizar a grave situação enfrentada em Santa Catarina.

Estamos à disposição para maiores esclarecimentos.

Atenciosamente,
VARIG LOG FRANCHISING
VARIG LOGÍSTICA S/A

Fotos Marcos Porto/Ag. RBS, Moacyr Lopes Júnior/Folha Imagem e Fernando Donasci/Folha Imagem
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"QUEM NÃO SE COMUNICA…"

by danielaguimaraes on novembro 11th, 2008

A relação das habilidades que precisamos desenvolver para termos êxito profissional é grande, mas entre todas penso que a verbal seja a mais importante.
Ao planejarmos a nossa carreira pensamos na faculdade, nos cursos para aquisição de conhecimento e desenvolvimento de competências, no aprendizado de informática e outras línguas, mas não pensamos em melhorar nosso poder de .
Comunicar-se bem no mercado de é fator preponderante para o sucesso profissional, o que demanda atenção para o assunto.
Nas organizações nossa expressão verbal é testada em reuniões, apresentações, explicações, solicitações e em tantas outras situações que podem nos enredar se não soubermos nos comunicar.
A forma como nos expressamos verbalmente tem o poder de determinar nossa imagem, positiva ou negativamente.
Já vi muitos profissionais se envolverem em situações complicadas por não conseguirem se comunicar, seja por timidez, seja por falta de preparo: candidatos que em dinâmicas de grupo não abriram a boca e foram eliminados, funcionários com total desconhecimento sobre a empresa em que trabalhavam e por esse motivo causaram danos e prejuízos, membros de que se omitiram em momentos críticos prejudicando colegas e o próprio grupo, entre tantos outros.
Insegurança, desconhecimento, medo do ridículo, vários são os fatores que podem comprometer nossa , mas não podemos nos render a eles e comprometer nossa carreira.
Ao invés de se esconder em suas dificuldades, busque desenvolver sua competência comunicativa. Existem vários cursos de expressão verbal no mercado que podem lhe ajudar a sentir-se mais seguro, através do desenvolvimento de sua autoconfiança e oferecimento de técnicas que te ajudarão a se comunicar mais e melhor.
Mas cuidado: falar bem não significa falar demais. A prudência também é essencial no mundo corporativo.
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"CUIDADO COM OS BURROS MOTIVADOS"

by danielaguimaraes on novembro 7th, 2008

Foto By Max G Pinto

Recentemente a revista “Isto É” publicou a que Camilo Vannuchi fez com o psiquiatra e psicoterapeuta Roberto Shinyashiki, autor de vários livros.

Longe de ser uma lição de auto-ajuda, na Shinyashiki combate a supervalorização das aparências, e diz que ao Brasil falta competência, e não auto-estima.

O autor também comenta os jogos de aparência que tomaram conta das corporações e das famílias: “O mundo precisa de pessoas mais simples e verdadeiras”.

Leia a abaixo.

ISTOÉQuem são os heróis de verdade?

Shinyashiki – Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoade sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado,viajar de primeira classe. O mundo define que poucas pessoas deram certo. Issoé uma loucura. Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários quenão chegaram a ser gerentes. E essas pessoas são tratadas como uma multidãode fracassados. Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de quenão valeu a pena porque não conseguiu ter o carro nem a casa maravilhosa. Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa possa se orgulhar da mãe. O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes. Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida,e não para impressionar os outros. São pessoas que sabem pedir desculpas e admitir que erraram.

ISTOÉO sr. citaria exemplos?
Shinyashiki – Dona Zilda Arns, que não vai a determinados programas de tevê nem aparece de Cartier, mas está salvando milhões de pessoas. Quando eu nasci, minha mãe era empregada doméstica e meu pai, órfão aos sete anos, empregado em uma farmácia. Morávamos em um bairro miserável em São Vicente (SP) chamado Vila Margarida. Eles são meus heróis. Conseguiram criar seus quatro filhos, que hoje estão bem. Acho lindo quando o Cafu põe uma camisa em que está escrito “100% Jardim Irene”. É pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes. O resultado é um mundo vítima da depressão, doença que acomete hoje 10% da população americana. Em países como Japão, Suécia e Noruega, há mais suicídio do que homicídio. Por que tanta gente se mata? Parte da culpa está na depressão das aparências, que acomete a mulher que, embora não ame mais o marido, mantém o casamento, ou o homem que passa décadas em um emprego que não o faz se sentir realizado, mas o faz se sentir seguro.

ISTOÉQual o resultado disso?
Shinyashiki – Paranóia e depressão cada vez mais precoces. O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de inglês, informática e mandarim. Aos nove ou dez anos a depressão aparece. A única coisa que prepara uma criança para o futuro é ela poder ser criança. Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais estão roubando a infância dos filhos. Essas crianças serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas. Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo.

ISTOÉ – Por quê?
Shinyashiki – O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento. É contratado o sujeito com mais marketing pessoal. As corporações valorizam mais a auto-estima do que a competência. Sou presidente da Editora Gente e entrevistei uma moça que respondia todas as minhas perguntas com uma ou duas palavras. Disse que ela não parecia demonstrar interesse. Ela me respondeu estar muito interessada, mas, como falava pouco, pediu que eu pesasse o desempenho dela, e não a conversa. Até porque ela era candidata a um emprego na contabilidade, e não de relações públicas. Contratei na hora. Num processo clássico de seleção, ela não passaria da primeira etapa.

ISTOÉ – Há um script estabelecido?
Shinyashiki – Sim. Quer ver uma pergunta estúpida feita por um presidentede multinacional no programa O aprendiz? “Qual é seu defeito?” Todosrespondem que o defeito é não pensar na vida pessoal: “Eu mergulho decabeça na empresa. Preciso aprender a relaxar.” É exatamente o que o chefequer escutar. Por que você acha que nunca alguém respondeu ser desorganizadoou esquecido? É contratado quem é bom em conversar, em fingir. Da mesmaforma, na maioria das vezes, são promovidos aqueles que fazem o jogo do poder.O vice-presidente de uma das maiores empresas do planeta me disse: “Sabe, Roberto, ninguém chega à vice-presidência sem mentir.” Isso significa que quem fala a verdade não chega a diretor?

ISTOÉ – Temos um modelo de gestão que premia pessoas mal preparadas?
Shinyashiki – Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o
fim e não se preocupam com o conhecimento. Muitas equipes precisam de , mas o maior problema no Brasil é competência. Cuidado com os burros motivados. Há muita gente motivada fazendo besteira. Não adianta você assumir uma função para a qual não está preparado. Fui cirurgião e me orgulho de nunca um paciente ter morrido na minha mão. Mas tenho a humildade de reconhecer que isso nunca aconteceu graças a meus chefes, que foram sábios em não me dar um caso para o qual eu não estava preparado. Hoje, o garoto sai da faculdade achando que sabe fazer uma neurocirurgia. O Brasil se tornou incompetente e não acordou para isso.

ISTOÉ – Está sobrando auto-estima?

Shinyashiki – Falta às pessoas a verdadeira auto-estima. Se eu preciso que os outros digam que sou o melhor, minha auto-estima está baixa. Antes, o ter conseguia substituir o ser. O cara mal-educado dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito do garçom. Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer. As pessoas parece que sabem, parece que fazem, parece que acreditam. E poucos são humildes para confessar que não sabem. Há muitas mulheres solitárias no Brasil que preferem dizer que é melhor assim. Embora a auto-estima esteja baixa, fazem pose de que está tudo bem.

ISTOÉPor que nos deixamos levar por essa necessidade de sermos perfeitos em tudo e de valorizar a aparência?
Shinyashiki – Isso vem do vazio que sentimos. A gente continua valorizando os heróis. Quem vai salvar o Brasil? O Lula. Quem vai salvar o time? O técnico. Quem vai salvar meu casamento? O terapeuta. O problema é que eles não vão salvar nada! Tive um professor de filosofia que dizia: “Quando você quiser entender a essência do ser humano, imagine a rainha Elizabeth com uma crise de diarréia durante um jantar no Palácio de Buckingham.” Pode parecer incrível, mas a rainha Elizabeth também tem diarréia. Ela certamente já teve dor de dente, já chorou de tristeza, já fez coisas que não deram certo. A gente tem de parar de procurar super-heróis. Porque se o super-herói não segura a onda, todo mundo o considera um fracassado.

ISTOÉO conceito muda quando a expectativa não se comprova?
Shinyashiki – Exatamente. A gente não é super-herói nem superfracassado. A gente acerta, erra, tem dias de alegria e dias de tristeza. Não há nada de errado nisso. Hoje, as pessoas estão questionando o Lula em parte porque acreditavam que ele fosse mudar suas vidas e se decepcionaram. A crise será positiva se elas entenderem que a responsabilidade pela própria vida é delas.

ISTOÉÉ comum colocar a culpa nos outros?
Shinyashiki – Sim. Há uma tendência a reclamar, dar desculpas e acusar alguém. Eu vejo as pessoas escondendo suas humanidades. Todas as empresas definem uma meta de crescimento no começo do ano. O presidente estabelece que a metaé crescer 15%, mas, se perguntar a ele em que está baseada essa expectativa, ele não vai saber responder. Ele estabelece um valor aleatoriamente, os diretores fingem que é factível e os vendedores já partem do princípio de que a meta não será cumprida e passam a buscar explicações para, no final do ano, justificar. A maioria das metas estabelecidas no Brasil não leva em conta a evolução do setor. É uma chutação total.

ISTOÉMuitas pessoas acham que é fácil para o Roberto Shinyashiki dizer essas coisas, já que ele é bem-sucedido. O senhor tem defeitos?
Shinyashiki – Tenho minhas angústias e inseguranças. Mas aceitá-las faz minha vida fluir facilmente. Há várias coisas que eu queria e não consegui. Jogar na Seleção Brasileira, tocar nos Beatles (risos). Meu filho mais velho nasceu com uma doença cerebral e hoje tem 25 anos. Com uma criança especial, eu aprendi que ou eu a amo do jeito que ela é ou vou massacrá-la o resto da vida para ser o filho que eu gostaria que fosse. Quando olho para trás, vejo que 60% das coisas que fiz deram certo. O resto foram apostas e erros. Dia desses apostei na edição de um livro que não deu certo. Um amigão me perguntou: “Quem decidiu publicar esse livro?” Eu respondi que tinha sido eu. O erro foi meu. Não preciso mentir.

ISTOÉComo as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?
Shinyashiki – O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las. São três fraquezas. A primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir amada e a terceira é buscar segurança. Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram. Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno. Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards. Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates. O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.

ISTOÉMuitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?

Shinyashiki – A sociedade quer definir o que é certo. São quatro loucuras da sociedade. A primeira é instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais. A segunda loucura é: “Você tem de estar feliz todos os dias.” A terceira é:
“Você tem que comprar tudo o que puder.” O resultado é esse consumismo absurdo. Por fim, a quarta loucura: “Você tem de fazer as coisas do jeito certo.” Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento. Você precisa ser feliz tomando sorvete, levando os filhos para brincar.

ISTOÉO sr. visita mestres na Índia com freqüência. Há alguma parábola que o sr. aprendeu com eles que o ajude a agir?
Shinyashiki – Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes.Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte. A maior parte pega o médico pela camisa e diz: “Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero ser feliz.” Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas. Ninguém na horada morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis. Uma história que aprendi na Índia me ensinou muito. O sujeito fugia de um urso e caiu em um barranco. Conseguiu se pendurar em algumas raízes. O urso tentava pegá-lo. Embaixo, onças pulavam para agarrar seu pé. No maior sufoco, o sujeito olha parao lado e vê um arbusto com um morango. Ele pega o morango, admira sua belezae o saboreia. Cada vez mais nós temos ursos e onças à nossa volta. Mas é preciso comer os morangos.
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RECEITA DE SUCESSO

by danielaguimaraes on novembro 5th, 2008


No início desta semana, mais precisamente no dia 3, Max Gehringer, em seu “Mundo Corporativo”, nos ofereceu uma receita para o sucesso.

Segundo o consultor, o manual da carreira se assemelha a um livro de culinária, e o sucesso pode ser obtido pela “mistura” de alguns ingredientes: conhecimento, criatividade, persistência e personalidade.

Entretanto, é preciso ter cuidado para que os mesmos ingredientes não se transformem em soberba, tentativa de mudar o que não precisa ser mudado, teimosia e dificuldade de relacionamento.

Assim como na culinária, na carreira é fundamental não esquecer um importante ingrediente: a sensibilidade.

Clique para ouvir o áudio.

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